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sábado, 28 de janeiro de 2012

C L A U D I O por NelsonRG


Sempre achei que o nome indicia não sei que misteriosíssima verdade pessoal. Não foi por acaso, nem por arbítrio materno ou paterno, que Goethe se chamou Goethe e Rimbaud foi Rimbaud e Balzac um senhor Balzac. Outro exemplo concreto: Sarah Bernhardt. Reparem no som. Uma pessoa que chama Sarah Bernhardt já está predisposta à apoteose e poder ser tudo, menos banal. Dependendo do nome que receba, a pessoa assumirá ou a sua glória ou a sua vergonha. Qualquer nome insinua um vaticínio. Quando batizaram William Shakespeare, o padre poderia ter lhe perguntado: Como vão tuas Obras Completas? No simples William Shakespeare estava implícita a música verbal do seu teatro. Todo o destino de alguém está no seu cartão de visitas.