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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Contando minha história

Olá!

Vou contar a história de um menino sapeca, danado e curioso.

De tudo ele brincava. Com tudo ele mexia.

Não tinha mãe. Só Pai e irmãos, muitos irmãos e irmães.
 
Ele gostava muito de brincar, dançar, correr e dramatizar.

Tentou várias vezes voar como o Super-Homem

E voou várias vezes para o pronto-socorro colocar gesso nas assas da sua imaginação.

Adora, mesmo assim, brincar de pega pega em cima dos pés-de-pau:

ou o cajueiro ou as mangueiras de casa ou dos quintais da casa dos primos.

Sua infância foi repleta de brincadeiras e travessuras.

Ele aprendeu cedo que mentir era feio.

Mas também aprendeu que dizer a verdade era motivo de repreensão.

Então, cresceu sabendo que mentir faz parte do processo de crescimento.

Coisas de adultos, como ele não era ainda "adulto", continuou pregando peças de verdade

nos adultos que continuavam mentindo com ou sem necessidade.

O seu nome é Cláudio mas agora depois de crescido ele tem um apelido engraçado:

todos os seus amigos o chama de PEREBO.

Mas essa é outra história que contarei separadamente em outro momento.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Memória Individual, Memória Coletiva e Memória Histórica

Minhas lembranças também são fugidias. Nasci no ano do Ato Institucional número 5, em plena ditadura militar brasileira, seriam “os anos de chumbo”? Sem pesquisar essa época em jornais ou livros, não tenho a certeza. Aos poucos, quando começo a ler e a escrever na década de 1970, leio livros biográficos dos “heróis” brasileiros. Meu pai, como militar, havia ganho uma enciclopédia de biografias do período militar brasileiro, desde a proclamação da república até o “queridíssimo” Hernesto Geisel. Pensava, como criança que era, serem os heróis da pátria. Mas o presidente Figueiredo derruba essa máscara heróica quando diz: “prefiro cavalos a homens.” E tudo vai se desanuviando com a puberdade. As letras já não são para crianças, elas já dizem um pouco mais sobre o passado. As notícias de presos políticos, esilados no exterior, anistia política, tudo isso deixou claro que os “heróis” que iriam deixar o bolo crescer para depois repartir não passavam de farsantes que tentavam desesperadamente administrar sem êxito uma nação. Isso, mas tarde, me deixou perplexo: o que houve para tanta afobação? Os comunistas eram realmente os bichos papões? Mas quem virou bicho papão foram os militares. Na minha pouca compreensão, o Brasil vinha, na década de 1950, num embalo de desenvolvimento intelectual magnífico, com o surgimento de faculdades e grupos de pessoas interessadas em desenvolver a educação brasileira. “O ISEB foi uma instituição que, durante a década de 1950 e início da década seguinte permeou o pensamento social e político brasileiro.” “Aos treze dias do mês de abril de 1964, sob decreto presidencial nº 53.884, Paschoal Ranieri Mazzili, então presidente da República em exercício, tornava extinto o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), selando em definitivo o destino da instituição.” Tive de pesquisar na web, pois já não lembrava detalhes sobre o ISEB. Então é isso, o contraste do que foram os anos antes de e com o ISEB em contraponto com a nefasta ditadura militar no Brasil saltou aos meus olhos de adolescente quase adulto uma sensação de desvio do curso natural do desenvolvimento educacional, social e político brasileiro. O milagre brasileiro estaria ali, no ISEB, será? Seria? Lembro-me bem quando aos 16 anos fui informado que a peça teatral que eu queria encenar teria que passar pelo crivo da censura. Aquilo me pareceu tão estapafúrdio, tão arbitrário, que minha indignação de adolescente quase me transforma num guerrilheiro contra o teatro do absurdo dos militares. Junta-se a isso a não aprovação das diretas já. Nesse meio tempo, faz falta o engajamento de Oduvaldo Vianna Filho, falecido precocemente. Não vivi nesse tempo, amanheci no final desse tempo e acordei quando já estávamos na Constituinte de 1988. E o bolo cresceu e foi repartido como prometido, não digerido mas indigestamente repartido com todos os brasileiros. Estaremos nós agora retomando, restagando a idéia desse preso político, seqüestrado, invadido, torturado, assassinado chamado ISEB? interessante, mesmo o ISEB formado por intelectuais de alto gabarito, que queriam eles um desenvolvimento econômico e social para o Brasil, ingenuamente, acreditavam que o capitalismo, através da industrialização, iria promover o desenvolvimento social para todos os brasileiros. Porque isso está tão longe de se concretizar? Que ideologia é essa que promove a escravidão em plena liberdade? Vôte!!!

REFERÊNCIAS:

HALBWACHS, Maurice. Memória coletiva e memória histórica. In: A memória coletiva. 2. ed. São Paulo: Centauro, 2006. 2. cap. p.71-111.

http://pedromigao.blogspot.com/2010/03/cacique-de-ramos-sobre-o-iseb.html

http://historiacontosedeboches.blogspot.com/2009/12/o-iseb-intelligentsia-brasileira.html