sábado, 25 de setembro de 2010

MEU PRIMEIRO PARTO

Notei, a partir das 21:40 que a gata começou a sangrar. Ela perambulava pela casa como que procurando um lugar para parir seus gatinhos. Notei ainda que ela queria sair de casa, mas como eu queria vê-la parindo mantive-a dentro de casa. Carinhosamente, indiquei-lhe o caminho da caixa de papelão que forrei com jornal e alguns panos limpos para que ela se sentisse mais confortável. Ela relutou entrar na caixa, entrou, saiu e voltou a entrar. De certa forma, ela confiou em mim, pois sentiu as dores do parto desde as primeiras contrações até os bebês nascerem do seu ventre enquanto eu observava tudo. O primeiro nenem, um gatinho com pêlos esculhos (que depois vi que ele vai ser rajadinho), nasceu a zero hora e quatro minutos. O segundo veio meia hora depois. As cenas da mamãe-gata comendo as placentas não recomendo a ninguem. A segunda placenta ela não conseguiu comer toda, acho que o cansaço não a deixou terminar o serviço. Daí, entrei em ação: esterilizei uma tesourinha de cortar unha e com um pedaço de vareta segurei a placenta e com a tesourinha cortei o cordão umbilical que ainda estava atado ao segundo nenem, de cor clara, ou vai ser branco ou benge ou algo assim. O trabalho de parto do terceiro gatinho (vai tudo no masculino pois não dá pra ver o sexo das crianças ainda) demorou 43 minutos para começar depois do segundo, porém foi bem mais rápido que o segundo. O segundo também foi bem menos demorado que o primeiro. Acho que a mamãe sofreu mais no primeiro parto, afinal do sangramento até sai o primeiro nenem foram mais de duas horas. Os gatinhos, instintivamente, procuravam o peito da mãe mesmo desajeitados nos movimentos. Eles nascem de olhos fechados. Acho que por isso demoram a encontrar e encaixar nas suas boquinhas o peitinho da mamãe. Ouvi uns barulhinhos que indicavam que eles, os nenens, já articulavam os beiços meio que ensaiando a sucção para a mamada. Se a mamãe nao os lambe assim que nascem, els morreriam envoltos que estão na bolsa junto ao cordão umbilical. O miaduzinho deles é lindo! Mamãe após comer cada placenta, tenta descansar um pouco. A respiração dela é ofegante, e as vezes fica com a língua de fora como se tivesse dado uma carreira de cem metros e parado de uma vez. Já estaria sentindo novas dores de um outro parto, o quarto? Não sei. Observo e espero. O terceiro é malhadinho, com branco, preto e marron. Enquanto mamãe descansa, os novos rebentos se deliciam com o leite quente materno. Na verdade, eles tentam mamar mas desajeitadamnte tentam ainda encontrar o peito da mamãe. Mais uma vez ajudo a mamãe a cortar o cordão umbilical do terceiro nenem. Mamãe parece exausta. No entanto, a terceira placenta ainda não saiu de todo da sua vagina. O que fazer? Ligo para Iolanda? Não tenho o celular dela. Doutor Humberto? Não! Vou esperar. Talvez não seja nada. Deve ser apenas desespero de um iniciante no mundo dos paridos. Mamãe parece ter tudo sobre controle. Ela está apenas descansando (penso eu). Pelo tamanho da barriga, imagino que ainda deve ter uns dois gatinhos pra nascer. Faz tempo que estou assistindo o programa Altas Horas, apresentado pelo Serginho Grosmann. Será que ainda vai sair mais gato daí? Por enquanto é só! Eu vou lá ver se a mamãe terminou ou se ainda teremos mais gatinhos por ai...... Bem, hoje já é o terceiro dia dos nascidos e eu ja dei uma espiadinha pra ver o sexo deles: acredito eu que é um machinho e duas fêmeas. o primeiro, o malhadinho, é o machinho(?); o segundo (branquinho) e o terceiro (malhadinho) são fêmeas (?). Acho que eu tô apaixonado!!! Hoje também já troquei a caixa por uma bacia de plástico forrando com uma toalha verde (depois eu compro outra), afinal "meus" bebês da gatinha precisam (e gostam) de um lugarzinho quentinho e limpo. A mamãe agradeceu com um miado que não sei se era de agradecimento ou de: deixe meus bebês em paz! kkkkkkk

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