quinta-feira, 2 de setembro de 2010

NÓS QUE AQUI ESTAMOS, POR VÓS ESPERAMOS!!!

Bem, gente esse filme deve ter sido fruto de alguma genialidade perdida nesse mundinho medíocre onde vivemos e temos que viver. Os recortes, os flashes, as voltas ao passado, as voltas na história e nas histórias do Homem, da humanidade, nos fazem lembrar do que somos feitos, ou melhor, da forma que somos construídos. Nossas lembranças viram memória, memória socializada, mais que lembranças, memória coletiva. Nunca estamos sós, Deus está sempre conosco, o Deus dos homens, essa construção mitológica que se perpetua por não sabermos muito além do que a nossa vivência nessa pequena existência. Falo de mito por que o homem sempre buscou explicar o inexplicável através dos mitos. Não seria Deus mais um mito?! Se para não ter medo do trovão, penso no Deus do trovão para materializar, concretizar algo incompreensível para me sentir mais confortável diante do Olimpo e até bater um papo de irmão com o divino, fazendo-me meio divino ou amigo dos 'homi'. Bem, mais uma vez chorei, como eu choro em quase todos os filmes que falam de mim, do outro, de todos, do Homem, da humanidade. O passado, apesar de ter passado, continua dentro da gente como lembranças individuais e ao mesmo tempo memória social, memória coletiva, na qual vou beber como fonte para poder compreender o meu presente e as novas construções que podem nos embotar a vista se não estivermos sempre relendo nossa memória coletiva/social. Como as pessoas trabalhavam e ainda trabalham para construir sua individualidade e seu coletivo. Como somos vítimas de falsos messias que querem que pensemos o que eles pensam o que é o melhor para todos. E a piada se repete, as eleições se repetem, mas dizem que votar é saudável para continuarmos doentes. Somos os monstros sagrados da democracia como se a demagogia fosse uma miragem, um oássis para poucos-todos os políticos redentores da pobreza de toda sorte da mega sena acumulada dos laranjas de plantão, vulgo joões de deuses sortudos. Sigo lendo Maurice Halbwachs para que eu não me perca dentre minhas lembranças, construindo-as junto com os meus, com o coletivo, minha sua nossa memória coletiva.

2 comentários:

  1. Homi, quando li a frase em meu e-mail logo lembrei do filme. Assisti ano passado numa aula da especialização. Todos amaram. QUe filme! Fico feliz em ler mais um post seu. Abraço e saudades!

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  2. "O passado não é se não um sonho...[...] de resto, nem sei o que não é sonho. Se olho para o presente com muita atenção, parece que ele já passou[...] o que é qualquer coisa, como ela se explica?"

    Nem

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