Professor da UFRJ abre ano letivo do PPGCI da UFPB
O quarteto de cordas Quarta Justa e a conferência do Professor Dr. José Mauro Mateus Loureiro marcaram as festividades de boas vindas aos mestrandos 2011, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba. Organizada pela Coordenação do Programa, a aula inaugural da abertura do ano letivo do Curso de Mestrado em Ciência da Informação realizada ontem, dia 15, no auditório azul do CCSA, foi prestigiada por professores, dirigentes decursos e alunos. Os cumprimentos do pró-Reitor de Pós-Graduação da
UFPB, da vice-Chefia do Departamento de Ciência da Informação e da Coordenação do Programa transpareceram otimismo em relação à próxima conquista para a área: um curso de doutorado, cujo projeto está em andamento, a ser pleiteado ainda este ano, segundo a Professora Dra. Bernardina Freire, Coordenadora do PPGCI/UFPB. Em ascensão desde que foi instalado em 2007, o PPGCI está avaliado pela CAPES com conceito 4, se destacando no âmbito regional como o melhor na região Nordeste. Nesses quatro anos o Programa ampliou o corpo docente para 16 professores doutores, a oferta de 15 para 28 vagas e totaliza, atualmente, 75 alunos, dos quais 38 já defenderam dissertações. Ao falar para os 17 novos ingressantes da quarta turma
do Programa, o pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFPB, professor Isac Almeida de Medeiros, mostrou o peso desses números, visto que somente 0,5% da população ativa entre 18 e 34 anos conquistam, no Brasil, o título de pós-graduados.
Conferência lírica e antidogmática “Não importa se somos ciência, técnica ou arte e sim que produzimos saber”. Essa declaração lírica, sintética, mas revestida de um forte empirismo científico, marcou o espírito da conferência do professor José Mauro Matheus Loureiro, feita na manhã de ontem, na UFPB, em João Pessoa, para uma platéia atenta de professores e alunos do Mestrado em Ciência da Informação. Despojado de dogma, mas capaz de levar os ouvintes à reflexão, o conferencista foi mais além: “Não interessa as adjetivações que são atribuídas à Ciência da Informação, como “pós-moderna, emergente ou atípica”, e sim a complexidade do objeto com que ela lida ou se ocupa - a informação.” Interessa, segundo ele, enxergar os horizontes que essa ciência pode nos proporcionar. Nova enquanto ciência, com pouco mais de 50 anos, a CI “é movida pela dificuldade, dúvida, complexidade e variedade,” segundo o conferencista. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, José Mauro Matheus Loureiro é museólogo por formação, mestre e doutor em Ciência da Informação e pós-doutor em Antropologia Social. Temas como pertencimento da CI à ciência social, ciência globalizante e a
interdisciplinaridade como uma condição paradigmática da CI foram pontos discordantes do conferencista em relação a outros pensadores da área. Explicou tais discordâncias por considerá-la uma ciência dinâmica, com uma diversidade de conceitos que a direcionam para uma permanente mudança conceitual. Observou que a interdisciplinaridade é tomada, para muitos, como uma questão “absoluta,” mas que, no entanto, aparece muito mais como um recurso discursivo do que uma prática. Dr. Mateus Loureiro acha que isso se deve à ausência de “parâmetros metodológicos próprios dessa ciência e arrematou: “A concretização da
interdisciplinaridade é um grande desafio” da CI. Fazendo jus ao antidogmatismo com que encara a CI, Dr. Matheus encerrou a conferência fazendo um apelo aos que lidam com a área: não pensar a interdisciplinaridade nessa ciência e sim pensar a CI interdisciplinarmente.
Sirleide Pereira
Jornalista, mestranda do PPGCI/UFPB
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